mãe de Rafael fez um apelo no último sábado para que o filho se entregasse imediatamente à polícia: "Quero pedir desculpas à família do policial, sei o que eles devem estar passando", pediu Sirlene Maria da Silva. Outro suspeito de cometer o crime é Ronaldo Azevedo Oliveira da Cunha, de 24 anos, que também tem mandado de prisão expedido pela Justiça.
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Rafael da Silva de Barros é orientado pela delegada Flávia Monteiro, na 14ª DP (Leblon) |Foto: Severino Silva / Agência O Dia
No último sábado, cerca de 40 policiais da DH realizaram uma operação na Favela da Rocinha para tentar encontrar os acusados. 
"Tínhamos informações de que eles estavam na Rocinha, mas infelizmente não os localizamos. Chegamos aos autores com a ajuda da população, que foi fundamental nesta investigação. Para a DH, o caso está concluído", disse o delegado Rivaldo Barbosa, titular da Divisão de Homicídios (DH).

Na madrugada do último sábado, um carro da PM foi atacado com um coquetel molotov. Um grupo de pessoas que participava de uma festa na favela teria lançado o artefato na viatura. De acordo com a coordenação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), a ação foi uma represália à abordagem feita pelos PMs, momentos antes, a um dosparticipantes da festa. O suspeito havia sido encaminhado para delegacia para a verificação de possíveis pendências criminais, o que revoltou os outros convidados do evento.
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A noiva de Diego, Hellen, segurou bandeira no caixão de soldado | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia
A Polícia Civil divulgou os retratos dos dois culpados, que já tinham passagem pela polícia por tráfico de drogas. Eles foram presos em março deste ano mas respondiam pelo crime em liberdade.
Ainda segundo o delegado Rivaldo Barbosa, a Polícia garante que o menor apreendido na última sexta-feira não tem qualquer envolvimento com a morte do soldado. "O menor foi apreendido por porte de munição, mas ele não tem nenhuma relação com o crime", afirmou.

Na noite de sexta-feira, o coronel Rogério Seabra, comandante das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), chegou a afirmar que o jovem teria admitido ter feito os disparos contra o PM, mas em nota, a Polícia Civil informou que a DH ainda investigava a participação do detido no caso.

O soldado fazia patrulhamento de rotina a pé na favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, na noite desta quinta-feira, quando foi morto. Segundo o coronel Rogério Seabra, o menor infrator teria dito que estava com dois comparsas no momento em que fez o disparo.

Cova rasa para este merda que matou meu irmão de farda é pouco.